O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, compareceu perante a Comissão Mista de Orçamento (CMO) para destacar a notável resiliência e o crescimento econômico do Brasil no período pós-pandemia. Ele apresentou as estratégias de metas fiscais que visam controlar e, futuramente, reduzir a dívida pública do país, com projeções de queda a partir de 2029.

Leal enfatizou que o desempenho atual supera médias históricas. "O país, que antes registrava um crescimento médio de 1,4% ao ano, agora alcança uma média de 3% anualmente, o que reforça essa capacidade de recuperação", declarou.

A participação do secretário na comissão cumpriu as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, que demanda esclarecimentos periódicos do Poder Executivo sobre a situação das finanças públicas e a evolução da dívida nacional.

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Projeções para a dívida pública

Conforme as informações de Daniel Leal, as metas fiscais estabelecidas para os próximos exercícios serão suficientes para iniciar a diminuição da dívida a partir do ano de 2029.

No primeiro quadrimestre do ano corrente, o governo central registrou um superávit de R$ 9 bilhões, indicando que as receitas tributárias superaram as despesas primárias. Em contrapartida, as empresas estatais apresentaram um déficit de R$ 6,5 bilhões no mesmo período.

A meta anual estabelecida para o superávit é de R$ 34,3 bilhões.

O impacto dos juros altos

Apesar dos resultados positivos em algumas áreas, a dívida líquida do país sofreu um aumento. Ela passou de 65,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro de 2025 para 66,8% em março de 2026, principalmente devido aos juros elevados.

O deputado Mauro Benevides Filho (União-CE) manifestou preocupação, argumentando que a alta taxa de juros torna a manutenção das reservas em dólar do Brasil excessivamente onerosa. Isso ocorre porque o rendimento dessas reservas é significativamente inferior ao custo da dívida interna.

O parlamentar citou o Fundo Monetário Internacional (FMI), que sugere que um país necessitaria ter apenas 80% de seus contratos cambiais em reservas. "Se essa premissa fosse aplicada, o Brasil deveria manter, no máximo, 240 bilhões de dólares em suas reservas cambiais", explicou.

Atualmente, o Brasil possui um volume de 367 bilhões de dólares em reservas cambiais.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Câmara