Os ministros do STF Flávio Dino e Alexandre de Moraes questionaram nesta terça-feira (18) a validade da decisão de 2009 que acabou com a exigência de diploma para jornalista no país. A manifestação ocorreu durante uma sessão da Primeira Turma.

O colegiado analisava um processo de direito de resposta envolvendo a TV Globo e uma clínica médica mencionada em uma reportagem sobre denúncias de assédio sexual.

Para Flávio Dino, a liberação do diploma virou um obstáculo jurídico para julgar litígios relacionados à liberdade de imprensa.

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O ministro ironizou a situação ao afirmar que a extensão automática de garantias pode resultar em facções criminosas selecionando influenciadores.

Alexandre de Moraes corroborou com as críticas e defendeu uma maior regulamentação da atividade profissional.

Segundo o magistrado, o preceito constitucional da liberdade de imprensa não pode servir de escudo para práticas criminosas e disseminação de fake news nas redes sociais.

Moraes pontuou que hoje qualquer indivíduo se autoproclama comunicador para ofender a honra alheia impunemente.

Vale lembrar que, em 2009, o Supremo estabeleceu que a cobrança do diploma e do registro profissional era inconstitucional.

A maioria dos ministros concluiu na época que o Decreto-Lei 972/1969 feria a Constituição de 1988.

Quebra de sigilo

O debate sobre a regulamentação ganha força em meio a críticas recentes contra a Corte.

A medida que autorizou a quebra de sigilo do blogueiro Luís Pablo gerou forte repercussão.

Entidades como a Fenaj e a Abraji externaram preocupação com a decisão de Moraes que permitiu revelar fontes jornalísticas.

A ordem visava apurar o suposto monitoramento ilegal da rotina de Flávio Dino e de seus familiares na cidade de São Luís.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil